sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

vagando.




pairava sobre ti a fumaça
a mesma sombra branca
que me empedia te ver seu rosto
enquanto me dizia nada
e concordava com tudo

a nevoa branca escorria
sob meu rosto lágrimas
aguardavam palavras
que nao vieram


a neblina te encobria
completamente disperso
te afasta

perdida no seu nevoeiro
aceito
contrita, a perda.


ja nao te vejo

4 comentários:

Hegli disse...

Nossa Re, que lindo... e triste.

Realmente me emocionou...

bjus

Otávio T. Nogueira T.T.N disse...

Interessante o texto. Tu sempre escrevendo bem e com sentimento. Sabe tem uma música da banda do Sul, Vem pra cá e ela expressa mais ou menos o que tu quis dizer eu acho, esta é a letra:
Não ver você, não tem explicação
é caminhar pela escuridão
ficar a fim e não poder falar
querer o sim e não se acostumar
com a solidão, o medo de amar
estranho vazio no seu olhar
eu tento achar em algum lugar
o amor que você deixou pra trás..
Bom é isso. O verbo amar ja num faz mais parte do meu vocabulário.

MetAArte disse...

Não seria "dispersa", no feminino, concordando tanto com o "tu" feminino que se afasta, quanto com a neblina? Aproveito para deixar meus votos de BOAS FESTAS e perguntar quando irás vagar por aqui em Maringá? O projeto está aberto a sua colaboração/participação. Já gravaste alguma vez? Beijos do ET.

Renata (impermeável a) disse...

Na verdade, o nevoeiro e o personagem disperso no nevoeiro se unem como uma coisa só na cena e no poema. O objetivo é que tudo se misture um um jogo de esconde-esconde no nevoeiro...assim tambem com as palavras


a neblina te encobria
completamente disperso
te afasta

o que está disperso é mesmo o personagem......... ou a neblina...............ou o poema?