domingo, 3 de janeiro de 2010

crônica sobre o perdão.

Peço desculpas pela imensa calma que fiquei quando dizia verdades e mentiras enroscadas em emaranhados de frases estranhas e sem significado. A mim não importava nada, a não ser o abraço apertado e o beijo demorado que fez me tirar os pés e a mente do chão. A espera, o encontro, a conversa que tivemos ou não tivemos, que foi real ou imaginária, que precisava ter ou que tive.

Peço desculpas, por não saber e nem me importar em o que é realidade, ficção ou o desejo de se viver de um outro mundo que não o nosso.

Pode ser doloroso demais a nós o mundo encantador que não temos, mas, mesmo assim, te peço desculpas, pelo o que o mau, a nós em comum, me transformou: fria, distante e sem sentimentos dramáticos.

Se me perdoar, volte.

Talvez poderemos comemorar o abraço não dado, a dia que passou sem vermos, o beijo….

2 comentários:

C@rin disse...

Muito significativo...

Não sei se eu teria essa sua atitude, essa sua coragem... provavelmente não...

Parabéns!

Renata (impermeável a) disse...

CArin,

As vezes as pessoas pensam ou acham que o mal que nos faz é grande, ou que o que nos falam nos atinge diretamente no coraçao, como uma flecha certeira. O texto chega a ser ironico neste sentido, porque ele de um estado frio e apático frente a ações que não significam nada, embora sejam para nos ferir.