quinta-feira, 12 de julho de 2012

A REPLICANTE.



“….depois passou pelo aeroporto lotado de anominos indo e vindo com pressa das milhares de preocupações pelo mundo em guerra  silenciosa. Todos com seus pensamentos construídos , com suas lembranças inventadas e próprias nervoses mascaradas. 
Desta vez  não olhou para cada rosto e se perguntou como era fazer parte daquilo tudo. Somente caminhou apressada com o preto colado ao corpo e aos olhos borrados das lágrimas que não existiam. Comum, como outra qualquer,  absorvida pelo transito da vida
Sem o próximo beijo. Sem mais o próximo beijo se atirou no imenso precípicio da realidade forjada dos passantes. Até que um falha a fez repetir baixo e já sem forças te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te am te a te t…………………………..”

Todos esses momentos se perderão no tempo como lágrimas na chuva.
Hora de morrer”









(inspirado no filme Blade Runner, nas realidades da atormentada replicante Pris e na incrível trilha sonora de Vangelis.)

2 comentários:

Cynthia Lopes disse...

Sou apaixonada por este filme. Amei seu texto Renata, bjs.

JOSÉ ROBERTO BALESTRA disse...

Coração e solidão são mesmo terras que ninguém invade. Só mesmo abrindo porteiras...

abs